quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pacific Rim

Hoje decidi, finalmente, assistir o tão famoso filme sobre apocalipse e monstros gigantes que surgem do fundo do mar. E posso dizer? Superestimado. Claro que o filme é bom. É sim, pro seu gênero. Ver as lutas entre Kaiju (os monstros gigantes) e Jaeger (robôs) é a melhor coisa do filme e com certeza isso era o planejado.

O filme se passa no futuro, na década de 20, e conta a luta dos humanos contra Kaiju, uma legião de monstros que surge do fundo do mar. Para impedir que tais criaturas acabem com a a humanidade são criados os Jaeger, robôs controlados por humanos com a única missão de proteger as cidades de ataques e etc. Os Jaeger só podem ser controlados por duas pessoas e deve haver uma neuroconexão entre elas, uma das coisas que achei muito interessante no filme. 

O protagonista é Raleigh, um soldado que, após perder o irmão e também parceiro de Jaeger durante uma luta contra um Kaiju decide não mais exercer tal cargo. Mas vão atrás dele e ele acaba voltando e se mostrando muito competente junto com sua companheira, Mako.

Entretanto, mesmo com toda a guerra e blablabla, senti falta de uma história. A única que eu vi ali foi a de Mako e um "ok então eu e meu irmão somos os melhores, mas ops...". Eu, que tenho uma média de 4,8 de 5 estrelas para os filmes da Before Sunrise/Sunset/Midnight, filmes com bastante diálogo, senti falta disso. 

A verdade é que eu achei a história meio perdida. Meio "isso foi do nada". Mas pra quem gosta de ver rôbos gigantes controlados por humanos lutando com monstros de sangue azul e tóxico, é um ótimo filme. Ou vai ver eu não entendi o filme, né? Quem sabe. 

P.s: uma estrelinha dourada pro carinha que se vestia como o 10th Doctor!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Anna and the French Kiss

Esse é meu primeiro livro da Stephanie Perkins e o que posso dizer? Maravilhoso. Isso vindo de uma pessoa fanática por YA não é novidade. Perkins fez um enorme sucesso com sua saga de "Lola, Anna e Isla" e é merecido.

Anna e o Beijo Francês foi meu segundo livro em inglês e se mostrou bem mais fácil que o primeiro, o que já era esperado. O livro conta a história de Anna Oliphant e sua saga em Paris. Anna, apelidada de Banana Elephant" pela melhor amiga Bridgette, acaba na City of Lights por causa do pai que decide colocá-la em um colégio interno para alunos americanos em "Paree". No entanto, Oliphant não está nem um pouco feliz com a ideia: ter que largar toda a sua vida pra se aventurar em uma cidade que ela mal conhece? Não, mesmo que seja a capital da França. 

Ao chegar na SOAP, School of America in Paris (sério, esse nome é horrível), Anna é bem recebida por Meredith, também senior, e logo se junta ao grupo de amigos da última: Rashmi, Josh and St. Clair. E claro, como na maioria dos YA, lá está o garoto dos sonhos: Étienne St. Clair. Americano com sotaque britânico que mora na França. Ha. E Étienne é mesmo alguém pra se apaixonar. Lindo, cabelo maravilhoso, mãos de tamanho apropriado e BRITISH ACCENT. Sem falar na personalidade, o conhecimento em história e tudo mais. Por o livro ser em primeira pessoa, é possível mergulhar junto com a Anna e você acaba louca de amor pelo Étienne. 
Mas tem sempre um problema... E Anna descobre no primeiro dia que Étienne namora Ellie, descrita como comum e amigável. Então o livro todo Anna tenta lutar contra sua paixão por St. Clair, sem notar que ele também sentia o mesmo. I mean, c'mon! Ele disse que ele era atraente, inteligente, dormiu com ela (dormir dormir) e vários outros sinais, além de assumir que gostava dela e não era como amigo (ok, ele estava bêbado). Além da namorada, Anna descobre que Meredith also has strong feelings for St. Clair, tornando ainda mais improvável um relacionamento com ele. 

Ainda assim, como já previsto, eles acabam juntos. O livro tem muitos momentos tristes e reais, mas ainda assim... A mãe do St. Clair tem câncer e lutar contra isso parece tão fácil, mesmo quando é informado que ela está em um estágio avançado. Fora várias outras coisas que ficam meio soltas. No final, Anna and the French Kiss é um livro bom, mas pra mim só chega a ser quatro estrelas. 



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cidades de Papel

São quatro da manhã e a ideia de resenhar livros não me deixava dormir, então aqui estou. Sempre fui péssima em resumos e até quando alguém me perguntava "e como é o livro/filme/série/qualquer coisa?" eu já começava a gaguejar até chegar em uma história aceitável, me esforçando pra não soltar um fato surpreendente sobre o livro. 

Pra começar, Cidades de Papel é o meu terceiro livro do John Green e, assim como todos os outros do autor, devorei em um dia. O livro é narrado por Quentin, vizinho de Margo Roth Spielgeman e totalmente apaixonado por ela. Quando Margo aparece em sua janela pedindo para que ele cometa uma série de pequenos delitos, ele até pensa duas vezes,  mas não consegue resistir à sua obsessão. 

Após uma noite de aventuras, Quentin espera que Margo mude sua atitude e passe a falar com ele no colégio, mas no, dia seguinte, ninguém tem ideia de onde está Margo. Acostumados com os sumiços da menina, ninguém parece se preocupar. Mas Quentin, ao saber que Margo sempre deixava pistas para encontrá-la, parte em uma verdadeira busca à Margo Roth Spielgeman junto com seus dois melhores amigos: Ben e Radar. 

O livro é bom, não chega nem a ser cansativo, mas muitas vezes eu fiquei com raiva do Quentin. É um personagem altamente egoísta e um completo obcecado. Não entendia que Margo já havia sumido várias vezes e por isso ninguém se preocupava tanto assim. Irritava-se com Ben por não ficar 24h pensando em Margo e qualquer um que não se importasse. 

Fora que o único personagem que me cativou um pouquinho foi o Radar, de resto... Margo é totalmente egocêntrica. E esses personagens impulsivos do Green, né? Já deu. 


Cidades de Papel é um livro que chega a nos fazer refletir, mas tem passagens totalmente desnecessárias... E me fez perceber que quando eu termino um livro do John Green, fico completamente apaixonada. Mas quando paro pra pensar, vejo que o livro não era exatamente tudo o que eu pensava.