quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cidades de Papel

São quatro da manhã e a ideia de resenhar livros não me deixava dormir, então aqui estou. Sempre fui péssima em resumos e até quando alguém me perguntava "e como é o livro/filme/série/qualquer coisa?" eu já começava a gaguejar até chegar em uma história aceitável, me esforçando pra não soltar um fato surpreendente sobre o livro. 

Pra começar, Cidades de Papel é o meu terceiro livro do John Green e, assim como todos os outros do autor, devorei em um dia. O livro é narrado por Quentin, vizinho de Margo Roth Spielgeman e totalmente apaixonado por ela. Quando Margo aparece em sua janela pedindo para que ele cometa uma série de pequenos delitos, ele até pensa duas vezes,  mas não consegue resistir à sua obsessão. 

Após uma noite de aventuras, Quentin espera que Margo mude sua atitude e passe a falar com ele no colégio, mas no, dia seguinte, ninguém tem ideia de onde está Margo. Acostumados com os sumiços da menina, ninguém parece se preocupar. Mas Quentin, ao saber que Margo sempre deixava pistas para encontrá-la, parte em uma verdadeira busca à Margo Roth Spielgeman junto com seus dois melhores amigos: Ben e Radar. 

O livro é bom, não chega nem a ser cansativo, mas muitas vezes eu fiquei com raiva do Quentin. É um personagem altamente egoísta e um completo obcecado. Não entendia que Margo já havia sumido várias vezes e por isso ninguém se preocupava tanto assim. Irritava-se com Ben por não ficar 24h pensando em Margo e qualquer um que não se importasse. 

Fora que o único personagem que me cativou um pouquinho foi o Radar, de resto... Margo é totalmente egocêntrica. E esses personagens impulsivos do Green, né? Já deu. 


Cidades de Papel é um livro que chega a nos fazer refletir, mas tem passagens totalmente desnecessárias... E me fez perceber que quando eu termino um livro do John Green, fico completamente apaixonada. Mas quando paro pra pensar, vejo que o livro não era exatamente tudo o que eu pensava.

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